Muita gente se pergunta de onde vem a inspiração para os perfumistas criarem os perfumes mais icônicos que conhecemos. A verdade é que muito do que acontece no mundo, os ideais, pensamentos e revoluções influencia esses criadores na hora de desenvolverem suas fragrâncias. E é um pouco dessa história entre cultura e perfumes que a Sépha vai trazer a cada semana. Prontas para um mergulho no túnel do tempo?
Beatles, revolução sexual, Woodstock. O flower power dessa geração representava o anticonformismo da sociedade. As fragrâncias pegaram carona e se focaram nas notas florais, favoritas até os dias de hoje.
Sem surpresas, os perfumes que mais se destacaram foram aqueles que fugiram das tradicionais fragrâncias mais suaves e apostaram em notas mais significantes e representativas.
Lançado em 1969, o Ô de Lancôme é um sucesso até hoje. Ele inovou a refrescância cítrica ao introduzir a primeira fragrância de longa duração “eau fraiche” (fresca, leve). Assim como a década, ele é dinâmico, alegre, espontâneo e natural. Da leveza à sensação de êxtase, é um perfume que transcende e resulta em um belíssimo frasco verde que lembra gotas de orvalho pela manhã. Impossível não lembrar dos hippies sentados ao sol em extensos campos verdes…
Lançado em 1966, o Eau Sauvage da Dior é considerado uma obra prima dentro da categoria dos perfumes masculinos. A Dior capturou perfeitamente a refrescância cítrica, mas foi além ao incluir uma faceta floral, incomum até então para os perfumes masculinos, mas perfeitamente adequada à sua época de criação. O resultado? Um campeão de vendas.
Um clássico, também de 1969, Calandre, de Paco Rabanne representa bem o poder das notas florais nesta década. Bastante feminino e refinado, ele é bastante procurado até hoje por mulheres determinadas, de pensamento moderno e sofisticadas. O design do seu frasco revela esse espírito visionário, muito à frente do seu tempo.
Já conhecia algum desses perfumes? Caso sim, conta pra gente nos comentários qual o seu favorito!








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